1 Roteiro Completo pelo Marrocos – Cidades, atrações, gastronomia, roteiros

Resumo do Post

Em Outubro de 2022, realizei um sonho de vida que era conhecer o Marrocos. A gastronomia, a cultura tão diferente, a arquitetura rendilhada, delicada, o filme Casablanca, a cidade azul, todas estas imagens se misturavam na minha cabeça criando um destino dos sonhos.

E foi a agência @viagensparamulheres que leva grupos exclusivos de mulheres a realizar sonhos por este mundo que me levou até o Marrocos. A experiência foi fascinante, e passamos por Casablanca, Marakesh, Rabat, Fez, Chefchaouen, dormimos em uma tenda no deserto, experimentamos o famoso frango no tagine, o chá de hortelã e muito mais.

Para mais informações sobre a próxima viagem ao Marrocos que será em dia 26 de Abril de 2024 ou outros destinos que a agência @viagensparamulheres preparam pelo mundo levando grupos exclusivos de mulheres acesse abaixo o site ou fale diretamente com a Yvanna pelo Whatsapp 11 99667-9550. Você vai encontrar, roteiros, informações e valores nos site da @viagensparamulheres.

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Então venham comigo, através do meu relato abaixo, vamos viajar pelo Marrocos!

O Reino do Marrocos fica no norte da África e tem em torno de 37 milhões de habitantes, a religião muçulmana é predominante, o idioma é o árabe, mas o francês é a segunda lingua.

Roteiro dia a dia

1o Dia – Saída de São Paulo, escala em Lisboa

2o dia – Chegada a Casablanca

3o dia – Rabat

4o dia – Meknes – Fez

5o dia – Fez

6o dia – Fez / Chefchaouen

7o dia – Dunas de Merzouga, uma noite no deserto

8o dia – Ouarzazate

9o dia – Marrakesh

10o dia – Marrakesh

11o dia – Marrakesh

12o dia – Volta ao Brasil, com escala em Lisboa

Algumas dicas gerais

1 – Clima no Marrocos: Não espere somente aquele calorão do deserto. Em alguns meses pode fazer muito frio e até nevar, por exemplo nas montanhas Atlas. Em Ifrane, chamada a Suiça Marroquina, que fica a 70km do sul da cidade de Fez, pegamos bastante frio.

2 – Não leve roupas nem muito curtas nem muito apertadas. Algumas cidades como Marrakesh são mais ocidentais, mas o roteiro passa por cidades menores com mais costumes muçulmanos, então se adequar aos costumes locais é um sinal de respeito.

3 – Não minimize os efeitos dos temperos marroquinos em nosso organismo. Eles são divinos mas não estamos acostumados. No meu caso, o ponto nem foi a questão da pimenta, mas os próprios temperos que são muito fortes e diferentes do meu consumo no dia a dia. Leve um remedinho.

4 – A ordem é negociar. Não pague o 1o preço em uma loja na medina. As vezes este processo é meio demorado, e exaustivo, mas faz parte da cultura árabe. De qualquer forma, no final da viagem em Marrakesh nosso guia nos levou a um mercado ontem havia absolutamente tudo o que imaginávamos e a um preço final, sem precisar negociar! Ufa! foi ótimo!

5 – A Medina: É um labirinto de ruas, vielas, que as vezes a gente não acredita que da pra passar uma pessoa. Então tenha sempre atenção para estar junto ao grupo, se você estiver viajando com mais pessoas. A medina da cidade de Fez por exemplo, tem mais de 8000 ruas, é bem fácil se perder por lá. Por outro lado, acreditem, a experiência é única!

6 – Pelos costumes islâmicos, os muçulmanos são proibidos de consumir bebidas alcoólicas, então não se surpreenda se for difícil encontrá-las nos restaurantes. Quando se encontra, os preços são mais caros.  É muito comum ver homens sentados em cafés tomando chá, água, café.

7 – A pergunta que mais recebi: é seguro mulheres viajarem pelo Marrocos. Por ser um país muçulmano, e com uma cultura muito forte, eu não viajaria sozinha no Marrocos. Porém me senti muito segura em um grupo de mulheres, com 3 marroquinos, um guia falando em português, um motorista que nos acompanhou durante todo o tempo, e mais um pessoa de suporte que nos ajudava em tudo. A experiência com a @viagensparamulheres foi muito confortável e segura.

No meu caso ainda tive uma companhia especial, minha queria amiga Chrys, viajou comingo para conhecer o Marrocos!

O que eu levei na mala

Esta é só uma sugestão, o importante é levar roupas confortáveis, já que em alguns dias, as distâncias entre as cidades são grandes, então passamos tempo dentro do ônibus.

6 vestidos, 1 saia, 6 blusas, 3 calças compridas, 1 jaqueta jeans, 1 parka, 3 pashiminas, 1 tenis, 1 sandália, 1 par de havaianas, 1 chapéu, 1 bolsa pequena para passar o dia, 1 pijama, 1 powerbank e adaptadores, 1 necessaires com produtos de higiene, 1 necessaire com remédios, roupa íntima

Dinheiro, ou Cartão de Crédito

Falando da minha experiência pessoal que eu tive na viagem ao Marrocos, eu levaria dinheiro em espécie porque passamos por lugares em cidades bem pequenas, paradas bem simples nas estradas, restaurantes pequenos, lugares que era necessário ter moedas para utilizar o banheiro, então a minha sugestão é ter dinheiro em espécie. Mas em alguns lugares o cartão de crédito também é aceito.

Eu levei dólares e troquei logo que cheguei no Aeroporto.

Roteiro, Cidades & Atrações

Casablanca

Esta foi a cidade de chegada no Marrocos depois de uma longa viagem, com uma parada em Lisboa. Chegamos ao hotel, um tempinho para descansar, banho tomado, e já estava pronta para o Jantar de Boas Vindas. E a viagem começou em grande estilo. Quem não se lembra do filme Casablanca de 1942 com Ingrid Bergman e Humphrey Bogart? O filme projetou a cidade mundialmente, mas Casablanca hoje é a capital comercial, econômica e financeira do país. Seu porto é bem importante sob a ótica econômica e a cidade fica debruçada para o oceano atlântico.

Rick´s Cafe

O lugar mais icônico do filme é o Rick´s Café e foi justamente em um réplica do restaurante do filme que fomos jantar. A atmosfera lembra o filme com piano, o bar, mas o Café não foi locação do filme.

Na verdade, todos os ambientes foram criados inspirados no filme, em uma casa marroquina de 1930. Uma dica, veja o clássico Casablanca antes de embarcar para o Marrocos e reserve um almoço ou jantar no Rick´s Café.

Mesquita Hassan II

Esta imponente, grandiosa, e belíssima mesquita é uma das principais atrações turísticas de Casablanca. Infelizmente eu não pude visitá-la por dentro pois era feriado na cidade.

A mesquita tem capacidade para mais de 100 mil fiéis e foi inaugurada em 1993. Foram mais de 6 anos de construção e 6 mil artesãos marroquinos ajudaram na arquitetura tão delicada. Acho que a cereja do bolo é o minarete, muito imponente e grandioso, pode ser visto de várias partes da cidade.

Espero que na minha próxima vez em Casablanca, tenha a oportunidade de entrar na Mesquita. Não deixem de visitá-la.

Igreja Católica Nossa Senhora de Lourdes

O Marrocos foi um protetorado francês por anos, e declarou sua independência em 1956. Pela influência francesa, é possível visitar uma das poucas igrejas católicas na cidade. Parece que em todo país, os católicos não são mais de 20 mil (em sua maioria estrangeiros vivendo no Marrocos), em um universo de 37 milhões de habitantes.

O que mais chama atenção nesta belíssima igreja são os vitrais. Valeu a visita!

O Mar em Casablanca

No citytour pela cidade fizemos uma parada em um lugar bem estratégico para ver o mar, e como era uma ponta da cidade, o local oferecia uma vista privilegiada da Mesquita Hassan II.

Um outro ponto que me chamou atenção na cidade foi a orla, com varias enorme piscinas quase pé na areia´

Rabat

Rabat é a capital do Marrocos, patrimônio da humanidade declarada pela Unesco desde 2012, e uma das 4 cidades imperiais (as outras 3 são Fez, Marrakesh e Meknes). A cidade já era a capital, quando o Marrocos era um protetorado francês desde 1912, e depois da independência em 1956 seguiu como a capital do país.

Rabat significa lugar fortificado, é a 2o maior cidade do Marrocos, tem em torno de 1 milhão e 800 mil habitantes, e se tornou uma cidade imperial em 1660. Ela fica localizada na costa norte do Atlântico e sua fundação é do ano 1150.

Esplanada Rabat – Torre Hassan e Mausoléu Mohammed V

Logo na entrada, o visitante vê dois soldados montados em seus cavalos guardando o Mausoléu Mohammed V que é considerado o pai da independência quando em 1956 exigiu o fim do protetorado francês e a autonomia completa do território marroquino. O mausoléu da família tem muito mármore, mosaicos e aquela desenhos rendilhados e tão delicados que a arquitetura islâmica possui.

No mesmo local é possível ver a inacabada Torre Hassan. A construção inicial é do século XII e deveria ser a maior mesquita do mundo e seu minarete teria uma enorme dimensão com 80 metros. Mas a construção não evoluiu, já que outra dinastia assumiu o controle do Marrocos, e hoje pode ser visitado parte da obra inicial mas que nunca foi terminada. Apesar de inacabada, a torre é um dos símbolos de Rabat.

Kasbah dos Oudaias

Este foi o meu lugar preferido em Rabat. Trata-se de uma cidade medieval do século fortificada do século XII para proteger a população contra os ataques de invasores. Uma delícia se perder pelas ruelas, labirintos de ruas, explorar as lojinhas, artesanatos, e caminhar sem rumo e encontrar terraços debruçados para o oceano atlântico.

As inúmeras portas, desenhadas, coloridas e cheios de mosaicos são verdadeiros convites aquelas fotos que a gente adora. O lugar tem uma brisa gostosa, um vento delicado, e cafeterias para dar uma descansada e tomar um cafezinho, ops, na verdade um chá de menta, como os marroquinos.

O Kasbah dos Oudaias entrou em decadência por muitos anos, e seu renascimento se deu no período que as populações mouriscas da Andaluzia retornou ao Marrocos quando foram expulsos do sul da Espanha. Mas isso já é uma outra história.

Jardim Andaluzes

Coladinho ao Kasbah dos Oudaias, você pode visitar e se encantar com os Jardins Andaluzes, com muito verde, árvoeres, fontes que são tão característicos na arquitetura moura. A sensação é mesmo estar entrando em um oasis!

Complexo Palaciano Rabat

Rabat é a capital política e administrativa do Marrocos e a residência oficial do rei. A construção do palácio é de 1864 e existem muitos edifícios, patios, jardins, mesquita ao redor formando todo o complexo palaciano de Rabat.

Nós só visitamos esta cidade do governo por fora, mas foi bem bacana, ver a arquitetura, as muralhas. E uma curiosidade é sobre as telhas verdes que cobrem o palácio. Parece que é um material que é reservado somente a realeza e a templos religiosos. Eu li que em torno de 2000 mil pessoas moram e trabalham neste complexo palaciano. Sem dúvida ter um acompanhamento de um guia marroquino em todos este passeio fez toda a diferença.

Almoço no Restaurante Al Marsa

Pensa em um ambiente agradável, fresquinho, dentro de uma marina, este foi o lugar escolhido para o almoço. O Restaurante espanhol Al Marsa.

Eu sempre fui muito fascinada pelo sul da Espanha por toda a influência moura, na gastronomia, arquitetura, nos costumes em geral. E ter um almoço espanhol aqui no Marrocos com uma mistura da gastronomia foi perfeito. Adorei a escolha do restaurante. Maravilhoso.

Meknès

Saímos de Rabat em direção a Fez, mas no meio do caminho tem uma cidade que com certeza merece uma parada que é Meknès. A cidade tem em torno de 470 mil habitantes. E sua localização é privilegiada porque fica na planície fértil do Sais, ao norte das montanhas Atlas.

Meknès fica a 150km de Rabat e 60 km a leste de Fez. Seu centro histórico é classificado como patrimônio da humanidade pela UNESCO.

Durante o período que o Marrocos foi um protetorado Francês de 1912 a 1956, Meknès foi apelidada de Versalhes do Marrocos e Pequena Paris. A cidade é considerada a mais bela entre as 4 cidades imperiais.

A cidade tem mais de 40km de muros que a protegiam de ataques de invasores e que foram construídos há mais de 350 anos. Seu patrimônio é bem preservado e ela também é chamada da cidade dos 100 minaretes.

Ruinas Romanas de Volubilis

Antes de chegar a Meknès, em torno de 30kms antes da cidade, a parada foi um lugar surpreendente. Trata-se do maior sítio arqueológico romano no Marrocos, a cidade romana de Volubilis.

A cidade romana é do século II DC, e seu nome Volubilis vem da flor amarela que é muito comum na região. As ruínas são patrimônio da humanidade pela UNESCO desde o final dos anos 90. E dizem que na época haviam muitos animais como leões que foram levados a Roma para os jogos.

A cidade de Volubilis era muito próspera, em grande parte por causa das agricultura de cereais e oliveiras (ela está situada em uma planície) e também por fornecer animais selvagens para espetáculos e jogos com gladiadores.

Este foi um lugar surpreendente no Marrocos, e uma dica é leve uma garrafa de água, chapéu, boné, protetor solar. As ruínas tem poucas sombras, e fez muito calor.

Praça El Hedim

Das ruínas de Volubilis dirigimos até a cidade de Meknès que é bem perto, e a 1a parada foi na grande praça da cidade El Hedim e na medina. São muitas lojinhas, labirintos de ruas, muita gente circulando, encantadores de serpentes, artesanato, vendedoras de henna, e tudo o que você possa imaginar. O movimento é bem intenso, e sim chega a ser caótico, mas eu me senti bem segura em estar com um grupo, com o guia, e suporte. Mas sempre é importante estar junto ao grupo.

E me lembro que paramos com o grupo para comprar tâmaras, que a propósito são as melhores da vida. Eu achava que gostava de tâmaras pelas que eu conhecia no Brasil, mas experimentar diretamente no Marrocos.. só confirmei que sou apaixonada por tâmaras.

Uma memória que eu tenho desta grande praça e de um café próximo, foi a imagem de ver somente homens sentados nas mesas do café. Não haviam mulheres com eles, e muito menos mesas com mulheres desacompanhadas. É um dia a dia bem diferente da nossa realidade, mas por outro lado, esta é a parte interessante de uma viagem, entrar em contato com culturas e costumes desconhecidos.

Portão Bab el Mansour

Ainda na praça El Hedim, não deixe de observar o grandioso portão da cidade o Bab el Mansour com muito mármore e azulejos verde. Ele foi construído no começo do século XVIII por Moulay Ismail.

Museu Dar Jamai

Amei conhecer o Museu Dar Jamai não só pela arte Marroquina, mas pela arquitetura muçulmana tão característica com as fontes, os azulejos, os mosaicos, as portas arredondadas, os jardins. É tudo maravilhoso e com certeza vale uma horinha por lá.

O museu que fica em um palácio do final do século XIX, apresenta artefatos e objetos de arte de Meknès e de outras cidades do Marrocos. Sua arquitetura é a tradicional marroquina, foi decorado com madeira esculpida e mosaicos coloridos. A parte que eu mais gostei foi o grande jardim no pátio central.

Fez

E no final do dia chegamos na cidade de Fez, e um dos destinos mais esperados por mim, porque eu sabia que era aqui que finalmente eu ficar hospedada em um Riad, mas já explico mais sobre o Riad.

Fez é uma das cidades imperiais do Marrocos, e considerada a capital cultural do Marrocos e patrimônio da humanidade declarada pela UNESCO desde 1981. Uma das mais antigas cidades medievais do mundo, Fez tem em torno de 1 milhão de habitantes e em seu centro urbano conta com 3km, onde não circulam carros. E era esta grande medina de Fez, que eu também sonhava em conhecer. As medinas são grandes centros comerciais e residenciais

O grande motor econômico de Fez é o turismo, e toda a tradição do artesanato que é passado de geração para geração. A cidade conta com mais de 700 mesquitas, e é a mais antiga das 4 cidades imperiais do Marrocos.

E por fim quem acompanhou pelo menos alguns capítulos da clássica novela O Clone, vai lembrar da Jade andando na medina de Fez! então a minha expectativa era ainda maior! rs!

Medina de Fez – El-Bali

Ela é do século IX e é caótica, exótica, e cheia de labirintos . A imensa medina El-Bali tem mais de 9 mil ruas e é considerada a maior medina do mundo árabe, então se perder aqui não é uma opção. Você encontra literalmente de tudo neste enorme mercado passando por artesanato, cerâmicas, comidas, tapetes, animais, e tudo mais o que você possa imaginar.

Paramos em algumas lojinhas com o grupo todo junto, porque nesta medina é bem difícil de circular sozinha.

Portal Bab Boujloud

O nome é difícil de pronunciar, mas este grande portal é belíssimo para ver. Ele separa a medina da parte mais nova de Fez.

A arquitetura é magnífica e gigante com muitos arabesco e mosaicos coloridos. Vale uma foto por lá.

Madraça Attarine

Uma parada obrigatória para conhecer a Madraça Attarine, que é escola islâmica fundada em 1310 e seu prédio magnífico foi concluído em 1325. A Madraça fica na parte mais antiga da Medina de Fez, e ainda funciona. Porém quando não existem aulas no local, é possível, para nossa sorte, visitá-la.

Sem dúvida, visitar esta escola que é uma obra prima da arquitetura marroquina, é um momento único. Uma planta clássica com um pátio central rodeado de galerias, com muitos mosaicos e que dá acesso a uma sala de oração. São milhares de azulejos decorados, e belíssimos mosaicos.

E subindo as escadas ainda é possível visitar as dezenas de pequenos quartos que recebiam os estudantes na idade média. Uma visita absolutamente imperdível.

E esta viagem ao Marrocos foi ainda mais especial, porque esta minha amiga querida da vida embarcou comigo, e fomos juntas descobrir este país fascinante que é o Marrocos! obrigada Chrys pela companhia.

Palácio das 7 Portas

Eu confesso que o que eu queria mesmo era entrar no palácio para ver toda a riqueza de detalhes que eu já tinha imaginado na minha cabeça, mas eu tive que me contentar mesmo em ver somente as 7 portas tão famosas do palácio de Fez no Marrocos.

O significado das sete portas de bronze está relacionado a uma para cada dia da semana, mas infelizmente o palácio não é aberto ao público para visitação.

Curtume Chouwara

Ele tem 800 anos, e mais de 300 poços tratar, tingir, e curtir o couro. O lugar é polêmico já que as condições são bem complicadas, fora a questão do odor em que geralmente os visitantes recebem uma folha de hortelã para amenizar o cheiro forte de todo o local.

Geralmente os visitantes sobem nos terraços das lojas para ter uma visão panorâmica do curtume, e depois ao descer, você se depara com bolsas, casacos, sapatos feitos com o material que é trabalhado no curtume.

Mais uma vez aqui, me veio a lembrança na novela O Clone, das cenas que foram gravadas no Curtume.

Hospedagem em um Riad – Fez

Este foi um momento muito esperado da viagem ao Marrocos. Eu tinha super curiosidade de saber como seria a experiência em me hospedar em um Riad na cidade de Fez. Antes de tudo vamos ao conceito de Riad.

São casas, palacetes, moradias, geralmente dentro das medinas e que tem algumas características de arquitetura bem marcadas. Do lado de fora geralmente são bem simples e com muros muito altos, mas quando você entra, são verdadeiros oasis.

Os riads são geralmente construídos em torno de um pátio central com fontes, jardins e muitos mosaicos coloridos. Do pátio, o caminho se abre para os quartos que possuem janelas internas. E o nosso Riad em Fez ainda tinha um terraço belíssimo e com uma decoração muito charmosa. Eu absolutamente amei a experiência, e isso deixou a viagem ao Marrocos ainda mais especial.

Chefchaouen – A cidade Azul

Conhecer a cidade azul era um outro sonho que eu tinha para a viagem ao Marrocos. Sempre via fotos incríveis de cantinhos de Chefchaouen, e este foi um passeio opcional do roteiro da @viagensparamulheres.

Aquela oportunidade que eu não imaginava perder. Partimos de Fez, e dirigimos em torno de 200 km até Chefchaouen. Não vou negar que é cansativo, já que é uma viagem bate e volta, então são mais ou menos 3 horas para ir, e mais 3 horas para voltar. A viagem ao Marrocos foi feita toda pela estrada, então a dica é tenha sempre uma roupa confortável, aproveite para dormir no ônibus e aproveite o destino quando chegar. Foi exatamente isso que eu fiz, quando cheguei, estava pronta para bater perna na cidade.

Não existe uma teoria comprovada de porque a cidade foi toda pintada de azul. Uma das historias mais contadas se refere ao tempo da fundação da cidade no século XV, quando era um costume dos judeus de pintarem suas casas de azul, a que a cor lembrava o céu, e por consequência a um ser divino.

São várias histórias, e a imaginação corre solta, o fato é Chefchaouen é a cidade azul, e a dica é caminhe pelas ruas, praças, e observe cada casa, cada cantinho. Aqui é possível andar mais tranquilamente sem o medo de ser perder, já que o centrinho da cidade é bem pequeno e as ruas não são tão estreitas. Mas a dica é sempre ter um lugar como referência, ou tirar uma foto, pois caso você se perca, tem a foto como um ponto de encontro.

Todo o meu relato da viagem representa a minha opinião pessoal, então resumindo, sim é cansativo, mas sim eu gostei de conhecer a cidade, e não me arrependo de ter escolhido fazer o passeio.

Dunas de Merzouga – Uma noite no deserto

A viagem ao Marrocos, é um roteiro intenso, cada dia é tão único. E este dia, quer dizer, esta noite no deserto também foi um sonho realizado. Eu nunca imaginei que eu ia dormir em uma tenda nas Dunas de Merzouga cercado pelo deserto. Minha viagem foi em outubro, e me lembro que a noite fez muito frio. E lembrando que estávamos em um tenda, é importante levar uma roupa quentinha para dormir.

Mas importante também dizer que a tenda tinha uma infraestrutura, com banheiro, cama confortável e água quente! ufa, graças a deus! Mas ao invés de paredes entre os quartos, eram enormes tapetes.

O jantar e o café da manhã foram servidos em uma enorme tenda, e comemos frango e cozidos nos tagine, couscous marroquino, e doces árabes. Eu amei a comida, a decoração, a festa com danças típicas. Uma verdadeira experiência no deserto. Foi incrível, e inesquecível.

Ouarzazate

Saindo das Dunas de Merzouga e no caminho até o próximo destino que seria Ourzazate a parada mais fascinante foi um lugar que eu não tinha idéia que existia: Gargantas de Troda.

Garganta de Troda

A parada na Garganta de Troda não foi muito longa, mas deu para sentir e perceber que é um dos lugares mais incríveis que eu já vi, sob a ótica de perfeição da natureza. Trata-se de um desfiladeiro com mais ou menos 309 metros de altura. E da medo só de olhar para cima, e sim tinham alpinistas escalando as rochas.

Ao lado das rochas, você vai andando margeando um riacho, bem ao lando dos penhascos. Preparem o celular para tirarem muitas fotos, e aproveite alguns minutos para se encantar com este presente que a natureza deixou no Marrocos.

Sobre a cidade de Ouarzazate

Uma das curiosidades de Ouarzazate é que a cidade é conhecida como a Hollywood do Marrocos, ou Hollywood do deserto, em função dos estúdios de filmagem que estão presentes na região.

Filmes e séries como Indiana Jones, Gladiador, Cleópatra, Game of Thrones, Jóia do Nilo, entre tantos outros tiveram pelo menos algumas cenas gravadas em Ouarzazate.

Kasbah Taourirt

Um complexo residencial fortificado e histórico do século XVII e que é uma das principais atrações de Ouarzazate. No final do século XIX, este kasbah tinha uma localização de grande importância e controlava uma área importante na confluência de vários vales fluviais.

Após o fim do protetorado francês e no decorrer do tempo, o local foi perdendo importância,  mas na década de 1990 e com a ajuda da UNESCO, o Kasbah foi restaurado e agora está aberto para visitação. É imperdível, adorei conhecer.

Marrakech

E partimos para a última fase da viagem ao Marrocos que foi a cidade de Marrakech conhecida como a cidade vermelha e a pérola do sul. A referência vermelham vem da terracota, que é a cor que predomina nas construções, e a princípio a razão seria para diminuir o efeito da luz solar.

A medina de Marrakech é o grande cartão postal do Marrocos, e ela é gigante, movimentada, um verdadeiro labirinto de ruas estreitas, que chegam a ser caóticas, mas ao mesmo tempo fascinante. Ver todas aquelas cores, sabores, aromas, cheiros, é uma experiência única. O trânsito é barulhento, e a gente custa um pouco a entender as regras, mas parece que eles se entendem.

Quando comecei a andar pela medina, o 1o pensamento que veio a minha cabeça foi, será que consigo voltar ao ponto de encontro pelo mesmo caminho? eu precisava do feijãozinho usados na história de João e Maria, para deixar pelo caminho e que pudessem me ajudar no caminho de volta! rs!

Bom, eu consegui voltar, mas estava sempre alerta. E na medina a ordem foi realmente negociar, e não pagar o 1o preço. Mas como eu comentei no início do blog, nós fomos no dia seguinte em um mercado que oferecia todos os produtos a um preço final sem precisar negociar, então é uma opção também.

Jardim Majorelle

Sabe aquele que você viu fotos a vida toda, e que quando chega no lugar e ver com seus próprios olhos só consegue se emocionar. Foi assim minha visita ao Jardim Majorelle

Uma catedral de formas e cores, assim é chamado o jardim criado por Jacques Majorelle em 1931. A inspiração é islâmica mas tem também elementos tropicais.

Em 1937, ele cria o azul majorelle, um azul cobalto, ultramar, intenso. Em 1962 ele morre e a casa fica abandonada por muito tempo.

Nos anos 80, Yves Saint Luaurent e Pierre Berge compram a propriedade para salvá-la de virar um hotel. Dizem que Saint Laurent foi tão impactado pelo jardim que começou a por mais cores em suas coleções de roupas. Um lugar imperdível na cidade de Marrakesh.

Palácio Bahia

Uma das grandes atrações de Marrakech, o Palácio Bahia é um palácio e um conjunto de jardins. Ele é de final do século XIX e sua arquitetura marroquino me lembra muito os lugares que visitei na Andaluzia, no sul da Espanha.

O palácio é impressionante do mundo e seu nome Bahia significa Brilhante em árabe marroquino. Durante o período que o Marrocos foi um protetorado francês, o palácio era a cada do governador geral, e atualmente, algumas partes privadas do palácio ainda são usadas pela família real.

Eu amei a visita, mas quando eu fui estava muito cheio, e foi até difícil de circular, então a dica é, se puder chegue bem cedo.

Uma aula de gastronomia marroquina

Sabe aquela experiência de viagem que você vai mas sem muita expectativa, e no meu caso, principalmente porque eu não sei nem fritar um ovo direito… Te conto como foi minha aula de gastronomia e como eu mesma fiz um frango cozido no tagine.

Lá fui eu para a aula com a chef marroquina, e chegando, eu entendi que eu mesma ia ter que cozinhar o meu próprio almoço. Na mesma hora, pensei.. vou ficar sem almoço! rs!

Eu vou ter que confessar que foi uma das melhores experiências de toda a viagem. Foi divertido, a cozinha tinha uma infraestrutura muito tecnológica, com uma tv para cada cooktop, e assim podíamos acompanhar de forma bem fácil cada passo da receita. E o melhor, o meu almoço, o frango cozido no tagine, ficou muito bom, o que é um fato inédito. E aqueles temperos, na medida certa, ficaram incríveis.

Sobre a gastronomia do Marrocos

Especiarias, temperos, sabores marcantes, tâmaras, suco de romã, frango no tagine, couscous, zaalouk que é uma pastinha de berinjela, chá de hortelã que é quase uma marca registrada no Marrocos… são tantas comidas e bebidas fascinantes que encontrei na viagem ao Marrocos.

Eu adorei, tudo o que eu experimentei, mas é importante reforçar que algumas especiarias, temperos são diferentes de tudo o que, no meu caso, eu conhecia. Então eu fui com calma, porque algumas eram bem fortes.

O que eu mais amei foi o frango no Tagine, que é uma cerâmica em um formato cônico que permite o cozimento do alimento. Os povos nômades usavam o tagine para cozinhar no deserto, mesmo com todo o deslocamento. Eu amei o saber de legumes, frango, feitos no Tagine, o sabor é mesmo único.

O chá de menta que é a marca registrada do Marrocos, é a forma como os Marroquinos te recebem, seja em um hotel, em uma loja. E eles dizem que quanto mais quente, mais vai ajudar a amenizar o efeito das altas temperaturas no nosso organismo. Será?

Suco de Româ é aquele suco que você encontra em cada esquina em Marrakech. E os preços são bem melhores do que no Brasil.

Enfim, a gastronomia marroquina é fascinante, e aproveite para experimentar todos estes sabores tão únicos.

As minhas 5 melhores experiências na viagem ao Marrocos

  • Passar uma noite no deserto
  • Me hospedar em um Riad
  • Explorar a infinidade das ruas em uma Medina e sentir de perto, cores, sabores, aromas
  • Visitar o espetacular Jardim Majorelle
  • Cozinhar com uma chef marroquina em uma aula de gastronomia
  • Conhecer Chefchaouen, a cidade azul
  • Conhecer as magníficas Gargantas de Todra

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Adriana Direne

Adriana Direne

Apaixonada por viajar e trazer muitas histórias pra contar

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